
Ураган Дуся - Andrey Remnev
Post-scriptum
Ah! Não te esqueças de estender os teus poemas na varanda:
fechados, ganham ferrugem e não soam muito bem aos ouvidos;
fechados, tilintam conforme metais impuros das metalurgias
e têm a cintilação embaciada de zebre das estrelas longínquas.
Fechadas, as palavras amolecem e pegam-se umas nas outras,
tornam-se difíceis de articular, enrolam-se na mecânica das línguas.
Fechadas, em vez de leres liberdade lês obscuridade
e em vez de leres amor lês bolor.
As palavras querem-se ao sol.
A poesia quer-se ao vento.
Não te esqueças.
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